Podem ser os mais instruídos, os mais bonitos, os ricos, os benfeitores. Mulheres e crianças também.
Talvez naturalmente, ou mesmo através dos meios de comunicação (televisão, filmes, etc.), passamos a pensar nos predadores sexuais como personagens sorrateiros e desprezíveis. Se fosse esse o caso, as crianças não correriam um risco tão grande. Poderíamos identificar mais facilmente um potencial agressor e evitá-lo. Na verdade, eles precisam ser charmosos, engraçados, legais e falantes para ganhar a confiança de pais e filhos.
Muitas vezes eles não precisam ganhar confiança porque são amigos da família, líderes juvenis ou parentes das vítimas. Embora a mídia não queira abordar o assunto e as vítimas não queiram falar sobre isso, o incesto é uma ameaça real para a sociedade.
A verdade é que precisamos aceitar que existe potencial para qualquer pessoa que conhecemos ser um abusador sexual.
Isso não significa que andamos por aí olhando torto para todo mundo, mas temos consciência de que isso pode vir de qualquer lugar. Uma mentalidade de consciência ajuda-nos a estar mais bem preparados caso alguma vez nos deparemos com suspeitas de alguém em quem confiamos.


