Ali Qadi comandou a unidade de força de elite e Merad Abu Merad chefiou o sistema aéreo do grupo, segundo as Forças de Defesa de Israel.
O Hamas anunciou na terça-feira a morte de um dos seus comandantes militares num ataque israelita no centro da Faixa de Gaza. Ayman Nofal, comandante das Brigadas Al Qassam, o braço armado da facção, foi morto num ataque “sionista” no campo de Bureij, refere o breve comunicado.
Segundo as IDF, Nofal era o ex-chefe da Inteligência Militar do Hamas, sendo uma das figuras mais poderosas do grupo. O governo israelense afirma que planejou o sequestro do soldado Gilad Shalit, capturado pelo Hamas em 2006 e trocado em 2011 pela libertação de mais de mil prisioneiros palestinos.
Num movimento raro, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, fez uma declaração televisiva no final da semana passada para afirmar que Israel “nunca esquecerá ou perdoará os atos horríveis dos nossos inimigos” e prometeu a destruição do Hamas, o grupo responsável pelo ataque. Atentado terrorista de 7 de outubro que deixou mais de 1.300 mortos no sul do país.
Desde a eclosão do ataque terrorista, além de Ayman Nofal, outros seis membros com posições-chave na hierarquia do Hamas foram “eliminados”, segundo as Forças de Defesa de Israel (IDF).
No sábado, os militares israelenses anunciaram a morte de um terrorista do Hamas que, segundo Israel, liderou uma unidade de forças de comando que matou civis a tiros no ataque de 7 de outubro. Al Qadi foi morto num ataque aéreo, disseram.
“Aviões militares israelenses mataram Ali Qadi, comandante da força de comando ‘Nukhba’ (elite) do Hamas”, disse um comunicado sem especificar o local ou hora do ataque.
Qadi, 37 anos, era comandante de uma unidade da força de elite do Hamas. Uma fonte palestina e o comunicado militar israelense disseram que Qadi era um dos mais de mil prisioneiros palestinos libertados por Israel em 2011 em troca de um soldado, Gilad Shalit, capturado pelo Hamas em 2006.
“Ali Qadi liderou o massacre bárbaro e desumano de civis em 7 de outubro em Israel. Acabamos de eliminá-lo. Todos os terroristas do Hamas sofrerão o mesmo destino”, disseram as Forças de Defesa de Israel (IDF) nas redes sociais.
Qadi foi preso por Israel em 2005 pelo sequestro e assassinato de um israelense que, segundo a mídia da época, era corretor da agência de segurança interna Shin Bet.
Os terroristas do Hamas que violaram a barreira de segurança militarizada em torno da Faixa de Gaza em 7 de Outubro mataram mais de 1.300 pessoas no sul de Israel, desencadeando bombardeamentos retaliatórios israelitas que mataram pelo menos 2.215 pessoas em Gaza.
Também no sábado, os militares israelitas confirmaram que mataram outro líder do grupo terrorista: Merad Abu Merad, considerado o chefe do sistema aéreo do Hamas. De acordo com o Exército israelense, Murad “teve um papel importante e liderou os terroristas no massacre”.
Além de Ali Qadi e Merad Abu Merad, também foram mortos, segundo Israel:
Muetaz Eid: Comandante do Distrito Sul de Segurança Nacional do Hamas
Zachariah Abu Ma’amar: Chefe do escritório de Relações Internacionais da ala política do Hamas
Joad Abu Shmalah: Ministro da Economia da administração do Hamas na Faixa de Gaza
Belal Alqadra: Comandante da força de comando ‘Nukhba’ (elite) do Hamas em Khan Younis
Belal Alqadra foi morto em bombardeio aéreo nesta segunda-feira (17), no caso mais recente. Ele é acusado de ser responsável pelo massacre do Kibutz Nirim. Seu paradeiro foi identificado com base em trabalhos de inteligência.
Autoridades do Hamas disseram que ataques aéreos israelenses dias depois da ofensiva terrorista atingir a casa da família de Mohammad Deif, líder do braço militar do Hamas. Bassem Naim, um alto funcionário do Hamas, confirmou à Associated Press que o atentado matou o pai, o irmão de Deif e pelo menos dois outros parentes na cidade de Khan Younis, ao sul da Faixa de Gaza. Mas o paradeiro do líder terrorista é desconhecido.


