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CAMBOJA: 1975 – 1979

O destino do Camboja chocou o mundo quando o partido político comunista radical Khmer Vermelho, sob o seu líder Pol Pot, tomou o poder em Abril de 1975, após anos de guerra de guerrilha.

O Khmer Vermelho impôs impiedosamente um programa extremista para reconstruir o Camboja (sob o seu nome Khmer Kampuchea) no modelo comunista da China de Mao. Pretendiam remover as classes sociais e as influências ocidentais do país – criando um “Ano Zero”.

A população foi obrigada a trabalhar como operária numa enorme federação de fazendas coletivas. Os habitantes das vilas e cidades foram forçados a partir. Ninguém foi poupado: também foram expulsos os doentes, os deficientes, os idosos e os muito jovens, independentemente da sua condição física. As pessoas que se recusaram a partir, as que não partiram com rapidez suficiente e as que não obedeceram às ordens foram todas assassinadas.

Os grupos minoritários étnicos também foram alvo do racismo do Khmer Vermelho. Estes incluíam pessoas étnicas chinesas, vietnamitas e tailandesas, e cambojanos com ascendência chinesa, vietnamita ou tailandesa. A religião foi proibida pelo regime – metade da população muçulmana Cham foi assassinada, assim como 8.000 cristãos. O budismo foi eliminado do país e em 1977 quase não havia mais mosteiros em funcionamento no Camboja.

Todos os direitos políticos e civis foram abolidos. As crianças foram tiradas dos pais e colocadas em campos de trabalhos forçados separados. Fábricas, escolas, universidades e hospitais foram fechados. Advogados, médicos, professores, engenheiros, cientistas e profissionais de qualquer área foram assassinados, juntamente com os seus familiares. Era possível que pessoas fossem baleadas simplesmente por conhecerem uma língua estrangeira, usarem óculos, rirem ou chorarem. Um slogan do Khmer Vermelho dizia: “Poupar você não traz lucro, destruir você não traz perda”.

Estima-se que bem mais de 2 milhões de pessoas foram assassinadas durante este período, devido a execuções, doenças, exaustão e fome.

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